2026: Permanecer
- barbinipericia
- 2 de jan.
- 1 min de leitura
2 de janeiro de 2026,
Hoje não acordei pensando em metas.
Nem em listas.
Nem em promessas grandiosas.
Acordei pensando em permanecer.
Permanecer atenta ao olhar. Permanecer fiel ao que aprendi observando, errando, estudando (e muito) e voltando atrás quando foi necessário.
Permanecer comprometida com aquilo que exige tempo — e não atalhos.
Trabalhar com arte me ensinou que quase nada se revela de imediato. As camadas se mostram aos poucos. A verdade raramente se apresenta inteira de uma vez.
Cada obra que chega até mim carrega mais do que matéria. Carrega histórias, gestos repetidos, escolhas humanas. Às vezes, também carrega tentativas de apagar o que deveria ser visto com clareza.
2025 foi um ano silencioso.
De estudo intenso.
De muitas perguntas.
De decisões difíceis, algumas solitárias.
Foi um ano em que precisei aprender a sustentar o rigor sem perder a sensibilidade.
Aprendi que ética não se negocia.
Que dizer “não” pode ser um ato de cuidado. E que respeitar o tempo da obra é também respeitar a própria história.
Entrar em 2026 não me pede pressa.
Me pede presença.
Presença para continuar estudando.
Para continuar observando antes de concluir.
Para aceitar que algumas respostas só chegam quando são realmente necessárias.
O Instituto Barbini existe porque acredito que a arte merece ser escutada com seriedade. E porque acredito que a confiança se constrói nos detalhes — nos processos, no silêncio, na responsabilidade.
Hoje, neste início de ano, escolho seguir assim.
Com calma.
Com rigor.
Com verdade.
A quem acompanha esse caminho, obrigada por estar aqui.
A quem chega agora, seja bem-vindo.
Seguimos.
Feliz ano novo,
Maria Cristina

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